quarta-feira, 6 de maio de 2009 ·

Homenagem às mães

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Queridas mães:

Com a chegada do outono com suas manhãs claras e mais frias, vem o mês de maio trazendo a comemoração do “Dia das Mães”.
É um tempo que merece de nós uma atenção maior, um certo distanciamento do consumismo, das chamadas insistentes da mídia com ofertas de presentes cada vez mais inusitados e caros. Não que eles tenham que ser apenas descartados como se as mães não merecessem toda atenção e representações de agradecimento. A questão é a possibilidade que temos, neste momento, de fazer uma reflexão sobre o papel de mãe, um papel cada vez mais sofisticado, como tem exigido a sociedade atual.
Ser mãe, há alguns anos atrás, era definido a partir de um modelo das nossas avós num tempo em que as exigências eram outras. Havia alguns princípios e normas a serem seguidos e o jeito de ser mãe era mais ou menos delineado desde a infância, com as brincadeiras de casinha, com os filhos/bonecas obedientes, que eram obedientes quando dávamos as orientações de mães/meninas.
Na nossa adolescência, (falo daqueles que foram adolescentes nas décadas de 60 ou 70), contestávamos as normas, tínhamos dificuldades nas relações com nossos pais, sabíamos muito mais que os adultos, e acreditávamos que poderíamos mudar a sociedade com ações coletivas e mais solidárias. Sabíamos do nosso compromisso individual, social e profissional.
Aqueles adolescentes ficaram adultos, tornaram-se mães ou pais, e sem que pudessem perceber, tornaram-se avós das crianças cujas mães foram filhas - meninas e agora são as mães dos nossos alunos que entram e saem todos os dias, pelo portão da nossa escola.
Trabalham o dia todo, entrando pela noite adentro, estendendo o tempo no desempenho de suas funções profissionais ou domésticas. Na competição do mercado precisam se preparar para concursos ou enfrentam situações profissionais cada vez mais competitivas e exigentes.
E o papel de mãe, como é construído? E aquela referência das mulheres/mães da família já estarão ultrapassadas?...
“ _ Deixo meu filho no computador, ou não?...”
“_ Se só vejo meu filho à noite, chego cansada, dou limites ou coloco-o no meu colo?
“_ E o que faço comigo que preciso também de um colo e de cuidados?...”
“_ E a filha adolescente, sei por onde ela ‘navega’? _ Com quem faz amizades?”
“_ E o que faço com a minha adolescência interrompida? Revivo e vivo agora com minha filha ou filho?... Ou faço como se não houvesse nenhuma dificuldade... Afinal, de quem é o problema?”
No meio a centenas de indagações, pouca segurança e muitas dúvidas, vamos seguindo na construção da nossa identidade de mãe.
É preciso ser guerreira para conviver com tantas solicitações e não perder a possibilidade de ser mulher - adulta, para compreender a evolução dos filhos e dar os limites que cada etapa da vida requer.
E o amor, como eles terão a garantia de que são amados?
Não basta dizer do afeto, é preciso que eles sintam e saibam que são capazes de enfrentar os desafios porque nos viram agir com segurança e firmeza, confiando neles e na educação que damos ou demos, dia após dia, por toda vida, mesmo que as crianças se tornem homens e mulheres como nós somos hoje. Este é um tempo de aprender mais com eles do que eles conosco.
É por estas e muitas outras razões que as mães de hoje precisam ser reverenciadas pela sua luta e pelo seu dia.
Recebam o abraço de todos os profissionais do Änima e em especial, da direção

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